16 de nov. de 2011

Gestão de Crises


O caso Fox da Volkswagen é um perfeito exemplo de como não proceder diante de uma crise. A gestão de crises é comparada a brigada de incêndios. Qualquer início de fogo ela já está ali posicionada e preparada para lidar com a situação. Por menor que parece ser a chama ela recebe o tratamento adequado para que não cresce e fique fora de controle. O mesmo deve ser pensado a todas as formas de crise que podem ocorrer com uma organização. Uma boa equipe deve ser preparada. E qualquer faísca deve receber o tratamento adequado.
O vídeo abaixo fala um pouco sobre a gestão de crise e usa o caso do carro Fox como exemplo a não ser seguido.

9 de nov. de 2011

IX ENCONTRO DE RELAÇÕES PÚBLICAS ECA-USP


Na próxima sexta-feira, dia 11 de novembro, acontecerá o IX Encontro de Relações Públicas. O tema deste ano é "Gestão de imagem na internet". Os encontros acontecem todos os anos na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Sempre como objetivo de trazer temas relevantes à área de comunicação e Relações Públicas. Este ano, como o título já sugeri, o centro da conversa será a imagem na internet. Como todos profissionais de comunicação já sabem existe uma crescente participação das organizações na rede. Essa participação ocorre de forma diversa e provoca nos públicos reações diversas. Muitas vezes as organizações atuam nas redes de forma intuitiva ou com pouco planejamento. Daí a necessidade de gerenciar a inserção na internet. Venha participar do evento!

Para garantir a participação é preciso entrar em contato pelo email inscricao.ixerp@gmail.com com A entrada é 1Kg de alimento não perecível.


8h30 - Credenciamento 

9h - Conferência "Gestão da Imagem nas mídias sociais" 
Profº Dr. Marcelo Coutinho – FGV/ESPM

10h20 - Mesa redonda: "Melhores práticas em gestão da imagem na internet"
Mediador:   Profº Dr. Luli Radfharer - ECA-USP
-Valentina Menoni - P&G
-Cynthia Polzer - Agência Ideal
-Fabio Siqueira - Edelman
-Rodrigo Padron - In Press Porter Novelli
-Wallace Baldo - Ketchum


Mais informações acesse o site do IX E-RP

1 de nov. de 2011

Ética de Espinosa e a Comunicação


Para compreender o pensamento espinosano precisamos contrastá-lo com o pensamento platônico. Neste predomina o dualismo. A separação entre corpo e alma, do mundo material e do mundo espiritual, do plano físico e do plano abstrato. Para Platão, o mundo das ideias tem soberania em relação ao mundo do corpo. Desta forma, há um mundo ideal que age sobre o corpo e determina seu comportamento.

A visão de Espinosa é completamente oposta. O pensamento espinosano é monísta, ou seja, não há separação entre matéria e pensamento. O mundo das ideias e o mundo material são um só e complementares. É o corpo material quem pensa, quem produz ideias. E estas ideias surgem a partir dos afetos sentidos pelo corpo. Portanto, o pensamento, para Espinosa, está diretamente ligado aos afetos e por eles é formado. Não há pensamento sem afeto e não há afetos sem pensamento. Estes afetos são as interpretações que o corpo dá aos encontros com o mundo. Estamos o tempo todo nos encontrando com o mundo. A todo instante as partes relacionam-se com outras partes, e assim, formam o todo. A palavra encontro é inseparável da palavra relacionamento. Desta forma, somos parte do mundo e a todo o momento estamos nos relacionando com outras partes. A relação estabelecida entre as partes as transformam de forma mútua. Nós estamos o tempo todo modificando o mundo e o mundo está da mesma forma nos transformando. Portanto, os encontros que acontecem a todo instante transformamambas as partes. No instante seguinte aos encontros já não somos mais os mesmo indivíduos. Fomos modificados em maior ou menor grau dependendo da intensidadedos afetos gerados pelo encontro.

Desta forma, relações, para Espinosa, são encontros que ocorrem entre as partes que se transformam a parti dos afetos produzidos em cada um. Os afetos criados graças ao encontro entre as partes que interagem, mas eles são sentidos individualmente.

Vamos ilustrar um pouco. Por exemplo,uma pessoa qualquer estabelece relações (encontros) com diversas pessoas. Ela se relaciona melhor com umas do que com outras. Se relacionar melhor quer dizer então que ela transforma e é transformada mais por algumas pessoas do que com outras.

E a comunicação? Onde entra nesta história? A comunicação faz parte dos encontros entre as partes. O ato comunicativo é um encontro. Transforma tanto o emissor como o receptor. Podemos dizer que a comunicação é o ponto de contato entre as partes durante o encontro. E pela ótica de Espinosa, a comunicação não é apenas transmissão de informação. Ela é produto e produtora de afetos. A comunicação é criada pelo pensamento consciente ou inconsciente. E o pensamente é criado a partir dos afetos. Desta forma a comunicação é afetiva. Como os encontros transformam as partes envolvidas. O ato comunicativo provoca modificações em ambos.

Cada encontro é único, portanto cada ato comunicativo é único. Mesmo que a mensagem, aparentemente, seja a mesma, os indivíduos envolvidos já não são mais os mesmos. Eles se transformaram. São “novas”pessoas no próximo instante que a comunicação se repetir. Quanto mais encontros duas partes estabelecem, mais elas vão se transformando e mais duradoura vai se tornando esta relação. Podemos assim dizer que um relacionamento que perpetua num longo intervalo de tempo é aquele que se estabelece por encontros que se repetem entre duas partes. E esta repetição vai transformando aos poucos, dependendo da intensidade dos afetos produzidos, cada parte em um novo individuo. Portanto, a cada encontro podemos dizer que “nasce” um novo indivíduo diferente do primeiro graças à outra parte.

Podemos estabelecer valor às coisas que nos relacionamos a partir da qualidade dos afetos que tais coisas nos proporcionam. Dizemos que algo é “bom” se as transformações afetivas que ela nos provoca forem positivas, ou seja, caminham para nos sentirmos bem. O contrário, uma coisa é “ruim” se nos provoca afetos negativos, ou seja, fazem nos sentir mal. Desta forma, temos uma ética baseada no pensamento de Espinosa e podemos cuidar para produzir uma comunicação sustentada por esta ética. Onde buscamos estabelecer encontros regidos por atos comunicativos que despertem “bons” afetos entre os interlocutores.

*referência no livro Ética de Espinosa. Relógio D'água Editores, 1992.

31 de out. de 2011

Sustentabilidade: as etapas dos públicos
















Ser sustentável significa viver a vida de uma maneira completamente diferente de como vivemos hoje. É necessário mudar completamente nossos hábitos de vida e principalmente de consumo. Mas para que mudemos nosso comportamento precisamos de novas alternativas que nos faça sentido. Podemos dizer então que existem em nossa sociedade pessoas em diferentes momentos com relação à sustentabilidade. Vamos tentar entender estes momentos dividindo em 3 partes :

  1. Uma pequena parte está consciente de que o modo de consumo que temos hoje não é suportável pelos recursos disponíveis. Sabem da importância de re-significar os modos de produzir, consumir e agir. Produtos que supram as necessidades reais e não as criadas. De fabricantes com comprometimento com o social, ambiental e econômico. Produtos que gerem o mínimo de resíduos e que estes resíduos possam ser reaproveitados, reciclados e tornar-se matéria-prima para outras atividades econômicas.
  2. Outra parte tem uma visão destorcida do termo sustentabilidade e percebeu que ele agrega valor. Desta forma o utiliza para gerar proveito próprio ou econômico sem se preocupar em mudar de fato seu modo de produção e a relação com a sociedade. Está preocupado em gerar mais lucro. O que se chama de GreenWash*.
  3. É a grande maioria da sociedade que acaba não recebendo informações sobre o tema ou quando recebem entendem muito pouco sem perceber a dimensão do que é sustentabilidade nem mesmo como reproduzi-la na prática. O termo para estas pessoas ainda não faz sentido completo.
*GreenWash é uma expressão que vem do inglês e que se refere a prática de uma comunicação falsa sobre a sustentabilidade. Basicamente é quando a organização ou indivíduo não tem uma prática de fato sustentável, mas comunica a sociedade dizendo que tem para agregar valor a si e para sua marca. É a propaganda verde enganosa.

27 de out. de 2011

O que é Relações Públicas?


Todas as profissões apresentam uma definição. Com as Relações Públicas não é diferente. Mas o jovem estudante, assim que entra na universidade, percebe que existem várias definições do que é Relações Públicas. Acredito que seja pelo fato de ser uma profissão ainda jovem. No Brasil ela vem ganhando espaço no mundo corporativo há pouco tempo. Mas ser jovem não quer dizer que está imatura. Pelo contrário. As Relações Públicas já tem hoje uma base teórica e prática bem firme que sustenta a atividade e existência da profissão. Mas afinal, como eu posso definir RP? Entre as várias definições com qual ficar então? Qual eu devo colocar em mente e me guiar nesta carreira a partir dela? A resposta é... Não sei! Isto vai de cada profissional. O importante é que você tenha uma boa definição que seja clara para você. Isto vai te ajudar a colocar as ideias em ordem e organizar as ferramentas para que possa conduzir suas ações.

Eu costumo usar uma definição que me ajuda bastante. A princípio ela pode parecer um pouco simplificada demais, e na verdade é mesmo e até um pouco cartesiana, mas me ajuda a colocar as ideias em ordem. Ela está em três partes que são o objeto de estudo das Relações Públicas, o objetivo essência e a ferramenta.
O objeto de estudo das Relações Públicas são as Organizações e os Públicos. São os dois lados da moeda que o RP deve conhecer. Seus interesses, objetivos, valores, cultura, comportamento etc.
Sendo conhecidas as duas partes (organizações e públicos) o objetivo essencial das Relações Públicas é promover e administrar os relacionamentos entre ambos. Além de gerenciar os conflitos.

Para atingir o objetivo essencial a ferramenta que o profissional dispõe em mãos é a comunicação.

O bom profissional de RP é aquele que conhece bem as Organizações e seus públicos e sabe utilizar adequadamente cada ferramenta de comunicação, baseado em suas características e efeitos, a fim de promover e administrar relacionamentos benéficos entre as partes, bem como ser capaz de gerenciar os conflitos de interesse.

*caso se interesse pode ler os posts sobre meios de comunicação e barreiras da comunicação

21 de out. de 2011

Meios de Comunicação nas Organizações
















Você conhece todos os meios de comunicação que são ou que podem ser utilizados nas organizações? Eles estão bem claros e organizados em sua mente para que você possa pensá-los no momento de planejar a comunicação? Este é um diferencial do profissional de comunicação e daqueles que agem intuitivamente. O profissional conhece todas as ferramentas que estão a sua disposição, como usá-las e qual é o efeito de cada uma delas. Desta forma ele pode escolher o meio de comunicação mais adequado para cada necessidade e assim aumentar significativamente as chances da comunicação de uma organização ser efetiva.

Vamos classificar estes meios de comunicação de forma didática somente para termos um referencial na hora de pensar quais meios temos a nosso favor. Em outros posts vamos detalhar melhor cada grupo de meios de comunicação e seus efeitos.

O profissional comunicador pode classificar os meios de comunicação em:

Orais – que podem ser diretos, como uma conversa, diálogo, entrevista, reunião, encontros, palestras, ou indiretos, como telefonema, a teleconferência, rádios, alto-falantes etc.

Escritos – que são os materiais impressos que circulam dentro e fora da organização, como cartas, circulares, jornais, panfletos, quadro de avisos, relatórios, revistas etc.

Pictográficos – mapas, desenhos, fotografias, pinturas, diagramas etc.

Escrito-pictográficos – como o próprio nome diz, seria uma mistura das características do escrito e do pictográfico. Exemplo: cartazes, gráficos, filmes com legendas etc.

Simbólicos – bandeira, luzes, insígnias, sirenes ou outros sinais sonoros com significados. Como o nome diz são todos os símbolos, elementos que apresentam significado aos receptores.

Audiovisuais – são as produção de vídeos que circulam pela organização. Nos já fizemos um post chamado vídeos que os RPs devem conhecer que classificam os vídeos nas organizações e explicam melhor as características de cada um. Deem uma lida no post. Ele traz a classificação dos vídeos que a Emiliana Ribeiro, orientanda do Prof. Paulo Nassar, apresentou em seus trabalhos.

Telemáticos – são os que se utilizando das tecnologias da informática. Intranet, correio eletrônico, telões, telefones celulares etc.

Lembrando que essa classificação é apenas didática para facilitar a compreensão e a organização dos conceitos em nossas mentes. Desta forma podemos com mais facilidade “buscar” as características dos meios que são mais adequadas a cada situação no trabalho de comunicação nas organizações.

*Foi usado como referência o livro Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada, da Professora Margarida Kunsch.

10 de out. de 2011

Obesidade Informativa



Uma das questões que o profissional de comunicação deve lidar nas organizações é o excesso de informação. As novas mídias digitais somadas aos canais tradicionais de informação geram uma avalanche de conteúdos cada vez maior. Muita informação tende a deixar a atenção das pessoas dispersas. O nível de efetividade da comunicação diminui. A questão é como o profissional de comunicação deve lidar com o excesso de informação dentro das organizações?

Trabalhar este excedente de informação, em uma visão simplória, seria alinhar os conteúdos com os objetivos organizacionais. O profissional precisa selecionar, tratar e distribuir as informações. Todas as etapas devem ser sustentadas pela relevância dos conteúdos para os públicos e para a organização. O jogo sempre tem duas partes. O público deve estar tão envolvido quanto à organização.

As diretrizes e valores organizacionais devem estar claros para o profissional de comunicação. Isto servirá de alicerce para um plano estratégico de comunicação que gere ferramentas para auxiliar a seleção e o tratamento das informações. Não se trata de uma receita de bolo, pois cada organização vive uma realidade diferente, com princípios diferentes. Mas o mecanismo de cuidado com os conteúdos segue uma linha lógica de seleção e tratamento. A seleção baseia-se na relevância que cada informação terá nos públicos e para a organização. Ou seja, o grau de impacto do que será veiculado. Com os conteúdos em mãos é preciso tratá-los. A informação precisa chegar de maneira clara. Deve envolver os públicos.

Com uma boa base estruturando os processos de comunicação, o profissional será capaz de fornecer conteúdos relevantes aos públicos e alinhados aos princípios organizacionais.

 
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