23 de mar. de 2012

Problemas para falar em público? Veja 4 dicas que podem te ajudar!


Para algumas pessoas, falar em público é um sofrimento. Até pessoas acostumas, na maioria das vezes, sentem um friozinho na barriga. Porém, cada vez mais, falar em público se torna uma necessidade. Então, aqui vão 3 dicas para ajudar você a melhorar essa habilidade.

1.Domine o conteúdo

Você tem que ter pleno conhecimento, ou pelo menos um conhecimento bom o suficiente, do tema que você irá tratar. A maioria das pessoas que tem problemas para falar em público é a insegurança. Isso pode ser amenizado com boa dose de conhecimento sobre o tema.

2.Coloque no papel o que irá falar

Colocar no papel te ajuda e deixar mais claro o que irá falar. Tenha uma estrutura bem clara: introdução, argumentos e conclusão. Você terá em mente por onde começar e onde irá terminar. Na introdução, busque apresentar o assunto. Claro, comprimente as pessoas, agradeça a presença e, em seguida, faça um resumo para elas sobre o que irá tratar. Começar falar é o mais difícil. Resumir o assunto na intrudução é uma técnica que ajuda no início. Depois a coisa vai mais fácil.

3.Ensaie antes

Tente ensaiar antes. Com a estrutura na cabeça "passe o texto", como se fosse um ator. Isso te ajuda a prevenir pequenos erros e te dá mais segurança.

4.Tenha uma postura pró-ativa

Postura pró-ativa é mentalizar resultado positivo do seu trabalho e agir de maneira harmonia com a plateia. Fique sempre de frente para as pessoas, fale com firmeza, interaja!

Essas são apenas algumas dicas básicas. Se você tiver mais alguma técnica que te ajuda a falar em público, compartilhe conosco!

19 de mar. de 2012

Campanha eleitoral se faz em 4 anos!


Uma área pouco explorada pelos profissionais de Relações Públicas é a política. Muitos jornalistas e publicitários já trabalham nas campanhas e na comunicação de mandatos, mas RPs não tem uma grande participação nessa área. Se formos pensar bem, o profissional de RP pode desenvolver uma carreira brilhante como assessor. A maioria das grandes áreas de estudos das Relações Públicas são requeridas neste tipo de trabalho. Oficialmente no Brasil as campanhas eleitorais tem duração de cerca de 3 meses. Para um candidato novato esse período é o máximo de tempo que ele terá para se promover e ganhar uma eleição. Mas para o candidato que já está em um cargo a campanha eleitoral tem que ser feita em 4 anos. Claro que não é a campanha "vote em mim" em todo esse tempo. Até porque ficaria muito chato um candidato pedindo seu voto o tempo todo, além de ser ilegal, mas o relacionamento com os eleitores, com o partido e com os demais parceiros deve ser feito durante todo o período de mandato. Daí uma comunicação planejada e efetiva que equilibra os interesses da população, e dos diversos stakeholders com os do político. Aquele candidato que tem, durante todo seu mandato, uma equipe profissional de comunicação tem uma chance grande de obter ótimos resultados nas urnas. E a energia desprendida nos 3 meses de eleições será focada e fundamentada em uma relação já construída por mais de 3 anos.
Para isso, o RP, tanto na campanha eleitoral como no mandato, deve buscar uma aproximação entre a identidade e a imagem do político. Desta forma, o que prevalece no trabalho do RP é a transparência. O povo não é burro. Mentiras não colam. Ou o candidato é ético com um plano de governo sério, ou um dia a máscara cai. Veja o Collor que construiu uma identidade na campanha contra o Lula em 89, e após ser eleito mostrou ser outra pessoa. Bloqueou as poupanças e sua popularidade caiu drasticamente. Tanto que sofreu um impeachment. A tendência com as novas mídias é de que cada vez mais as pessoas busquem se informar sobre os candidatos. Com uma identidade sólida e ética os profissionais de comunicação só tem o trabalho de refletir essas características à imagem.
O desafio é muito grande. Ser um RP de político não é tarefa nada fácil. Mas, com certeza, é uma área que só tende a trazer benefícios profissionais. É como meu pai falava, "quem aprende dirigir em um fusca, dirige qualquer carro". Talvez o mesmo ditado sirva para nossa profissão.

2 de dez. de 2011

2 de Dezembro – Dia das Relações Públicas

Hoje é o dia do profissional de Relações Públicas. Não é nenhum feriado nacional, mas a comemoração é válida. Nossa profissão vem ganhando destaque no Brasil. Isso mostra que o grau de importância das Relações Públicas para o desenvolvimento é grande.

Se você é um pré-vestibulando que quer prestar para RP, se é um estudante de graduação, se já é formado e trabalha na área, se é um professor de RP... Parabéns!


30 de nov. de 2011

Pesquisa da HP revela que empresas necessitam de novas abordagens para tratar os dados obtidos.


Uma pesquisa realizada em outubro de 2011 pela Coleman Parkes Research, em nome da HP, revelou que as organizações não possuem estratégica de análise de informações eficiente no contexto do excesso de dados gerados na atualidade.

A pesquisa, realizada por telefone com 554 executivos de grandes empresas ao redor do mundo, apresenta que quase 50% dos dirigentes de negócios indicaram que não possuem estratégias de tratamento eficientes de informações. 30% dos executivos da América Latina disseram que suas organizações não alinham suas estratégias de informação com as principais prioridades de seus negócios. Mais da metade de todos os entrevistados acreditam que o “boom” de informações esteja mudando a maneira como as organizações usam a inteligência e a análise de negócios. Porém, ainda não conseguem tratar este excesso. E ainda 63% dos executivos concordam que otimizar os dados de maneira eficiente é fundamental para uma estratégia bem-sucedida.

A pesquisa também revelou que a maioria das empresas está direcionando suas estratégias de gerenciamento de informações de maneira reativa para atender aos requisitos de conformidade, proteger informações pessoais e criar políticas de privacidade para mídia social.

Soluções de otimização de informações de forma eficientes permitem que as empresas adquiram uma visão correta e crescente de dados para responder rapidamente às necessidades dos consumidores, que está em constante mudança.

28 de nov. de 2011

Capital Social


Uma característica importante que se deve levar em conta ao pensar sobre questões ligadas a relacionamento é o Capital Social.

O Capital Social é uma medida de prestígio de uma organização ou um indivíduo. 

Ele aponta o quanto um indivíduo ou organização conseguem influenciar os outros. 

Este capital é formado pela soma de três características importantes: confiança + comunicação + expertise.



Capital Social = Confiança + Comunicação + Expertise reconhecida

Confiança – É evidente que as pessoas se relacionam positivamente com quem elas confiam. Se há desconfiança dificilmente um consegue influenciar o comportamento do outro. Pensando no comportamento de compra, por exemplo, a confiança é uma variável que cada vez mais se torna um diferencial de mercado. Muitas vezes o quesito preço é colocado em segunda opção e outros fatores assumem a primeira posição como a qualidade, durabilidade, todos formadores da confiança do consumidor. A confiança está relacionada a formação do Branding.

Comunicação – Está é a base do relacionamento. Sem comunicação não há trocas, e sem trocas não há relacionamento, sem relacionamento não existe capital social. O fator confiança também é formado pela comunicação. Como eu vou confiar em algo se ele não responde as minhas dúvidas? Como vou influenciar comportamentos se eu não me comunico com os públicos?

Expertise Reconhecida – Eu posso até confiar no açougueiro do meu bairro, posso até me comunicar bastante com ele, mas ele será a última pessoa que eu vou procurar quando estiver com um problema de saúde. O Capital Social é determinado pelo grau de conhecimento e experiência que a pessoa ou organização tem a respeito de determinado assunto. O especialista será quem eu vou procurar para algo de interesse específico. E como ele é conhecedor do assunto terá a minha confiança.

Quando você tem a expertise, se comunica com os seus públicos e assim aos poucos conquista a confiança deles o resultado = aumento do Capital Social 

23 de nov. de 2011

5 momentos que você não deve mandar um email

Enviar emails é uma ação tão constante que muitas vezes fazemos de forma tão automática que nem nos damos conta das conseqüências. É bem parecido com nosso ato de falar. Quem nunca falou alguma coisa “sem pensar” e acabou ofendendo ou se arrependendo do que disse? Com emails é a mesma coisa. Porém, nos emails podemos nos controlar um pouco mais do que na fala.
Quando enviamos um email existem fatores que podemos controlar e outros que não. Não podemos controlar de que maneira a pessoa irá receber a mensagem. Isso depende do humor dela naquele dia. Também não podemos controlar quando essa pessoa irá responder. Não podemos nem controlar se a pessoa irá ou não receber a mensagem. Vai que a empresa que envia o email está com algum problema técnico. Mas nós podemos controlar nosso comportamento ao escrever e enviar um email. Podemos decidir se iremos ou não mandar uma mensagem e também escolher o conteúdo e o momento adequado. Para tudo isso, o mais importante é Como estamos nos sentindo? Nossos afetos influenciam a comunicação. Vamos ver 5 momentos, ou melhor, 5 maneiras que estamos nos sentindo que não é aconselhável apertar o botão “enviar”.
1 - Raiva
Olha que sentimento forte e negativo. A chance dessa emoção ser transmitida no email é grande. Até mesmo porque, pela força dessa emoção a capacidade de criação é reduzida, diminui a clareza e a habilidade de julgamento racional.
2 - Impaciência
Muitos detalhes importantes são perdidos quando se escreve e envia um email com impaciência. Daí a mensagem é compreendida parcialmente pelo receptor, ficam lacunas e você tem que enviar um segundo, terceiro, quarto email. Fora os erros de português que passam despercebidos. Respire e conte até 10 se for preciso. Vai fazer uma boa diferença.
3 - Crítico
Pode parecer estranho, mas tem sempre aqueles momentos em que estamos criticando de tudo. Estamos rabugentos e exigentes demais. Enfim, uns chatos. Muitas vezes neste estado encontramos e ficamos apontando os defeitos de tudo até mesmo coisas insignificantes. Agora imagina mandar emails para todos os lados dando alfinetadas no mundo todo. Ser crítico é bom, o ruim é seu um chato. "Pega mal".
4 - Sem foco
Você está falando ao telefone com Fulano, pensando no jantar que terá com sua namorada e escrevendo um email para Ciclano... Não é legal! A concentração é importantíssima em tudo o que fazemos. Não só escrevendo, mas em tudo mesmo. Qualidade não é um diferencial, é uma obrigação. E é muito difícil tem qualidade sem concentração e dedicação.
5 - Cansado
Quando estamos cansados diminuímos muito nossa capacidade de argumentação. A receita nesse caso é tomar um cafezinho ou deixar o email para outra hora. Uma mente descansada rende muito. Descanse!
Podemos pensar “Ah! É apenas um email. Que mal tem?”. Os emails fazem parte de nossos fluxos de comunicação. Falam muito sobre nós, nosso compromisso com o que estamos escrevendo, com nosso conhecimento sobre o que estamos dizendo. Com os erros, aos poucos sua imagem profissional vai sendo prejudicada. As vezes somos ótimos Relações Públicas dos outros, mas de nós mesmos, não. Como diria Vovó “Casa de ferreiro o espeto é de pau”.

17 de nov. de 2011

A Assimetria das Redes Sociais



Este é o assunto do momento no universo da comunicação. As mídias sociais têm provocado mudanças em grande velocidade no que tange a forma como a informação está circulando. Neste contexto, as organizações precisam entender que não é decisão delas participarem ou não das redes sociais. Quem decide são os consumidores. Se alguém gosta ou não de um produto ou serviço ele vai para a internet e fala o que está sentindo. O que as empresas podem decidir é se vão ou não fazer a gestão de sua marca na internet. Mas que elas estão presentes lá isso não tenha dúvida.



Se for para fazer a gestão da marca nas redes sociais o modo de pensar na comunicação nestes meios não pode ser o mesmo que o das mídias tradicionais. Existem assimetrias nas mídias sociais que as diferencia das demais. Vamos destacar aqui três assimetrias principais: assimetria de atores, de objetivos e de meios.

Assimetria de atores: Nas mídias tradicionais os produtores de informação são bem determinados. Os jornalistas e as grandes mídias tinham o domínio da informação. O que era veiculado era o que eles determinavam. Nas redes sociais os geradores de informações podem ser qualquer pessoa. Olha o caso do ataque ao esconderijo do Bin Laden. Um morador da região avisou sobre o que estava acontecendo pelo Twitter. Ou o caso do avião que caiu no rio Hudson onde um operário de uma balsa também descreveu o que estava acontecendo pelo Twitter no momento da queda do avião. Desta forma, a informação pode ser gerada em qualquer lugar por qualquer pessoa e muitas vezes os conteúdos das redes sociais é que estão pautando os conteúdos das mídias tradicionais.

Assimetria de objetivos: Uma empresa tem apenas dois únicos objetivos: aumentar a receita e reduzir custos. O restante é dourar a pílula! Para os consumidores o objetivo é exercer suas paixões, seus afetos. Os consumidores podem usar as redes sociais desde dar um bom dia para uma marca até outros que odeiam a marca.

Assimetria de meios: as novas mídias são onipresentes. Hoje produzir um conteúdo não necessita mais de um amontoado de equipamentos. Um simples IPhone produz um vídeo e posta no Youtube que é compartilhado no Twitter e no Facebook. Qualquer pessoa hoje pode carregar em seu bolso um meio que o conecte com o mundo e segundos. Percebam a velocidade da geração de conteúdos das redes sociais em relação aos meios tradicionais. Para um conteúdo ser veiculado no jornal ou na TV é preciso uma cadeia de tomada de decisões e aprovação até que o conteúdo chegue ao receptor.

16 de nov. de 2011

Gestão de Crises


O caso Fox da Volkswagen é um perfeito exemplo de como não proceder diante de uma crise. A gestão de crises é comparada a brigada de incêndios. Qualquer início de fogo ela já está ali posicionada e preparada para lidar com a situação. Por menor que parece ser a chama ela recebe o tratamento adequado para que não cresce e fique fora de controle. O mesmo deve ser pensado a todas as formas de crise que podem ocorrer com uma organização. Uma boa equipe deve ser preparada. E qualquer faísca deve receber o tratamento adequado.
O vídeo abaixo fala um pouco sobre a gestão de crise e usa o caso do carro Fox como exemplo a não ser seguido.

9 de nov. de 2011

IX ENCONTRO DE RELAÇÕES PÚBLICAS ECA-USP


Na próxima sexta-feira, dia 11 de novembro, acontecerá o IX Encontro de Relações Públicas. O tema deste ano é "Gestão de imagem na internet". Os encontros acontecem todos os anos na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Sempre como objetivo de trazer temas relevantes à área de comunicação e Relações Públicas. Este ano, como o título já sugeri, o centro da conversa será a imagem na internet. Como todos profissionais de comunicação já sabem existe uma crescente participação das organizações na rede. Essa participação ocorre de forma diversa e provoca nos públicos reações diversas. Muitas vezes as organizações atuam nas redes de forma intuitiva ou com pouco planejamento. Daí a necessidade de gerenciar a inserção na internet. Venha participar do evento!

Para garantir a participação é preciso entrar em contato pelo email inscricao.ixerp@gmail.com com A entrada é 1Kg de alimento não perecível.


8h30 - Credenciamento 

9h - Conferência "Gestão da Imagem nas mídias sociais" 
Profº Dr. Marcelo Coutinho – FGV/ESPM

10h20 - Mesa redonda: "Melhores práticas em gestão da imagem na internet"
Mediador:   Profº Dr. Luli Radfharer - ECA-USP
-Valentina Menoni - P&G
-Cynthia Polzer - Agência Ideal
-Fabio Siqueira - Edelman
-Rodrigo Padron - In Press Porter Novelli
-Wallace Baldo - Ketchum


Mais informações acesse o site do IX E-RP

1 de nov. de 2011

Ética de Espinosa e a Comunicação


Para compreender o pensamento espinosano precisamos contrastá-lo com o pensamento platônico. Neste predomina o dualismo. A separação entre corpo e alma, do mundo material e do mundo espiritual, do plano físico e do plano abstrato. Para Platão, o mundo das ideias tem soberania em relação ao mundo do corpo. Desta forma, há um mundo ideal que age sobre o corpo e determina seu comportamento.

A visão de Espinosa é completamente oposta. O pensamento espinosano é monísta, ou seja, não há separação entre matéria e pensamento. O mundo das ideias e o mundo material são um só e complementares. É o corpo material quem pensa, quem produz ideias. E estas ideias surgem a partir dos afetos sentidos pelo corpo. Portanto, o pensamento, para Espinosa, está diretamente ligado aos afetos e por eles é formado. Não há pensamento sem afeto e não há afetos sem pensamento. Estes afetos são as interpretações que o corpo dá aos encontros com o mundo. Estamos o tempo todo nos encontrando com o mundo. A todo instante as partes relacionam-se com outras partes, e assim, formam o todo. A palavra encontro é inseparável da palavra relacionamento. Desta forma, somos parte do mundo e a todo o momento estamos nos relacionando com outras partes. A relação estabelecida entre as partes as transformam de forma mútua. Nós estamos o tempo todo modificando o mundo e o mundo está da mesma forma nos transformando. Portanto, os encontros que acontecem a todo instante transformamambas as partes. No instante seguinte aos encontros já não somos mais os mesmo indivíduos. Fomos modificados em maior ou menor grau dependendo da intensidadedos afetos gerados pelo encontro.

Desta forma, relações, para Espinosa, são encontros que ocorrem entre as partes que se transformam a parti dos afetos produzidos em cada um. Os afetos criados graças ao encontro entre as partes que interagem, mas eles são sentidos individualmente.

Vamos ilustrar um pouco. Por exemplo,uma pessoa qualquer estabelece relações (encontros) com diversas pessoas. Ela se relaciona melhor com umas do que com outras. Se relacionar melhor quer dizer então que ela transforma e é transformada mais por algumas pessoas do que com outras.

E a comunicação? Onde entra nesta história? A comunicação faz parte dos encontros entre as partes. O ato comunicativo é um encontro. Transforma tanto o emissor como o receptor. Podemos dizer que a comunicação é o ponto de contato entre as partes durante o encontro. E pela ótica de Espinosa, a comunicação não é apenas transmissão de informação. Ela é produto e produtora de afetos. A comunicação é criada pelo pensamento consciente ou inconsciente. E o pensamente é criado a partir dos afetos. Desta forma a comunicação é afetiva. Como os encontros transformam as partes envolvidas. O ato comunicativo provoca modificações em ambos.

Cada encontro é único, portanto cada ato comunicativo é único. Mesmo que a mensagem, aparentemente, seja a mesma, os indivíduos envolvidos já não são mais os mesmos. Eles se transformaram. São “novas”pessoas no próximo instante que a comunicação se repetir. Quanto mais encontros duas partes estabelecem, mais elas vão se transformando e mais duradoura vai se tornando esta relação. Podemos assim dizer que um relacionamento que perpetua num longo intervalo de tempo é aquele que se estabelece por encontros que se repetem entre duas partes. E esta repetição vai transformando aos poucos, dependendo da intensidade dos afetos produzidos, cada parte em um novo individuo. Portanto, a cada encontro podemos dizer que “nasce” um novo indivíduo diferente do primeiro graças à outra parte.

Podemos estabelecer valor às coisas que nos relacionamos a partir da qualidade dos afetos que tais coisas nos proporcionam. Dizemos que algo é “bom” se as transformações afetivas que ela nos provoca forem positivas, ou seja, caminham para nos sentirmos bem. O contrário, uma coisa é “ruim” se nos provoca afetos negativos, ou seja, fazem nos sentir mal. Desta forma, temos uma ética baseada no pensamento de Espinosa e podemos cuidar para produzir uma comunicação sustentada por esta ética. Onde buscamos estabelecer encontros regidos por atos comunicativos que despertem “bons” afetos entre os interlocutores.

*referência no livro Ética de Espinosa. Relógio D'água Editores, 1992.

31 de out. de 2011

Sustentabilidade: as etapas dos públicos
















Ser sustentável significa viver a vida de uma maneira completamente diferente de como vivemos hoje. É necessário mudar completamente nossos hábitos de vida e principalmente de consumo. Mas para que mudemos nosso comportamento precisamos de novas alternativas que nos faça sentido. Podemos dizer então que existem em nossa sociedade pessoas em diferentes momentos com relação à sustentabilidade. Vamos tentar entender estes momentos dividindo em 3 partes :

  1. Uma pequena parte está consciente de que o modo de consumo que temos hoje não é suportável pelos recursos disponíveis. Sabem da importância de re-significar os modos de produzir, consumir e agir. Produtos que supram as necessidades reais e não as criadas. De fabricantes com comprometimento com o social, ambiental e econômico. Produtos que gerem o mínimo de resíduos e que estes resíduos possam ser reaproveitados, reciclados e tornar-se matéria-prima para outras atividades econômicas.
  2. Outra parte tem uma visão destorcida do termo sustentabilidade e percebeu que ele agrega valor. Desta forma o utiliza para gerar proveito próprio ou econômico sem se preocupar em mudar de fato seu modo de produção e a relação com a sociedade. Está preocupado em gerar mais lucro. O que se chama de GreenWash*.
  3. É a grande maioria da sociedade que acaba não recebendo informações sobre o tema ou quando recebem entendem muito pouco sem perceber a dimensão do que é sustentabilidade nem mesmo como reproduzi-la na prática. O termo para estas pessoas ainda não faz sentido completo.
*GreenWash é uma expressão que vem do inglês e que se refere a prática de uma comunicação falsa sobre a sustentabilidade. Basicamente é quando a organização ou indivíduo não tem uma prática de fato sustentável, mas comunica a sociedade dizendo que tem para agregar valor a si e para sua marca. É a propaganda verde enganosa.

27 de out. de 2011

O que é Relações Públicas?


Todas as profissões apresentam uma definição. Com as Relações Públicas não é diferente. Mas o jovem estudante, assim que entra na universidade, percebe que existem várias definições do que é Relações Públicas. Acredito que seja pelo fato de ser uma profissão ainda jovem. No Brasil ela vem ganhando espaço no mundo corporativo há pouco tempo. Mas ser jovem não quer dizer que está imatura. Pelo contrário. As Relações Públicas já tem hoje uma base teórica e prática bem firme que sustenta a atividade e existência da profissão. Mas afinal, como eu posso definir RP? Entre as várias definições com qual ficar então? Qual eu devo colocar em mente e me guiar nesta carreira a partir dela? A resposta é... Não sei! Isto vai de cada profissional. O importante é que você tenha uma boa definição que seja clara para você. Isto vai te ajudar a colocar as ideias em ordem e organizar as ferramentas para que possa conduzir suas ações.

Eu costumo usar uma definição que me ajuda bastante. A princípio ela pode parecer um pouco simplificada demais, e na verdade é mesmo e até um pouco cartesiana, mas me ajuda a colocar as ideias em ordem. Ela está em três partes que são o objeto de estudo das Relações Públicas, o objetivo essência e a ferramenta.
O objeto de estudo das Relações Públicas são as Organizações e os Públicos. São os dois lados da moeda que o RP deve conhecer. Seus interesses, objetivos, valores, cultura, comportamento etc.
Sendo conhecidas as duas partes (organizações e públicos) o objetivo essencial das Relações Públicas é promover e administrar os relacionamentos entre ambos. Além de gerenciar os conflitos.

Para atingir o objetivo essencial a ferramenta que o profissional dispõe em mãos é a comunicação.

O bom profissional de RP é aquele que conhece bem as Organizações e seus públicos e sabe utilizar adequadamente cada ferramenta de comunicação, baseado em suas características e efeitos, a fim de promover e administrar relacionamentos benéficos entre as partes, bem como ser capaz de gerenciar os conflitos de interesse.

*caso se interesse pode ler os posts sobre meios de comunicação e barreiras da comunicação

21 de out. de 2011

Meios de Comunicação nas Organizações
















Você conhece todos os meios de comunicação que são ou que podem ser utilizados nas organizações? Eles estão bem claros e organizados em sua mente para que você possa pensá-los no momento de planejar a comunicação? Este é um diferencial do profissional de comunicação e daqueles que agem intuitivamente. O profissional conhece todas as ferramentas que estão a sua disposição, como usá-las e qual é o efeito de cada uma delas. Desta forma ele pode escolher o meio de comunicação mais adequado para cada necessidade e assim aumentar significativamente as chances da comunicação de uma organização ser efetiva.

Vamos classificar estes meios de comunicação de forma didática somente para termos um referencial na hora de pensar quais meios temos a nosso favor. Em outros posts vamos detalhar melhor cada grupo de meios de comunicação e seus efeitos.

O profissional comunicador pode classificar os meios de comunicação em:

Orais – que podem ser diretos, como uma conversa, diálogo, entrevista, reunião, encontros, palestras, ou indiretos, como telefonema, a teleconferência, rádios, alto-falantes etc.

Escritos – que são os materiais impressos que circulam dentro e fora da organização, como cartas, circulares, jornais, panfletos, quadro de avisos, relatórios, revistas etc.

Pictográficos – mapas, desenhos, fotografias, pinturas, diagramas etc.

Escrito-pictográficos – como o próprio nome diz, seria uma mistura das características do escrito e do pictográfico. Exemplo: cartazes, gráficos, filmes com legendas etc.

Simbólicos – bandeira, luzes, insígnias, sirenes ou outros sinais sonoros com significados. Como o nome diz são todos os símbolos, elementos que apresentam significado aos receptores.

Audiovisuais – são as produção de vídeos que circulam pela organização. Nos já fizemos um post chamado vídeos que os RPs devem conhecer que classificam os vídeos nas organizações e explicam melhor as características de cada um. Deem uma lida no post. Ele traz a classificação dos vídeos que a Emiliana Ribeiro, orientanda do Prof. Paulo Nassar, apresentou em seus trabalhos.

Telemáticos – são os que se utilizando das tecnologias da informática. Intranet, correio eletrônico, telões, telefones celulares etc.

Lembrando que essa classificação é apenas didática para facilitar a compreensão e a organização dos conceitos em nossas mentes. Desta forma podemos com mais facilidade “buscar” as características dos meios que são mais adequadas a cada situação no trabalho de comunicação nas organizações.

*Foi usado como referência o livro Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada, da Professora Margarida Kunsch.

10 de out. de 2011

Obesidade Informativa



Uma das questões que o profissional de comunicação deve lidar nas organizações é o excesso de informação. As novas mídias digitais somadas aos canais tradicionais de informação geram uma avalanche de conteúdos cada vez maior. Muita informação tende a deixar a atenção das pessoas dispersas. O nível de efetividade da comunicação diminui. A questão é como o profissional de comunicação deve lidar com o excesso de informação dentro das organizações?

Trabalhar este excedente de informação, em uma visão simplória, seria alinhar os conteúdos com os objetivos organizacionais. O profissional precisa selecionar, tratar e distribuir as informações. Todas as etapas devem ser sustentadas pela relevância dos conteúdos para os públicos e para a organização. O jogo sempre tem duas partes. O público deve estar tão envolvido quanto à organização.

As diretrizes e valores organizacionais devem estar claros para o profissional de comunicação. Isto servirá de alicerce para um plano estratégico de comunicação que gere ferramentas para auxiliar a seleção e o tratamento das informações. Não se trata de uma receita de bolo, pois cada organização vive uma realidade diferente, com princípios diferentes. Mas o mecanismo de cuidado com os conteúdos segue uma linha lógica de seleção e tratamento. A seleção baseia-se na relevância que cada informação terá nos públicos e para a organização. Ou seja, o grau de impacto do que será veiculado. Com os conteúdos em mãos é preciso tratá-los. A informação precisa chegar de maneira clara. Deve envolver os públicos.

Com uma boa base estruturando os processos de comunicação, o profissional será capaz de fornecer conteúdos relevantes aos públicos e alinhados aos princípios organizacionais.

3 de out. de 2011

22 de set. de 2011

Prevenindo erros bobos: 10 dicas para uma boa revisão



Quando eu vi o release que escrevi sobre um cliente publicado na integra em grandes veículos de comunicação, a felicidade tomou conta de mim. A sensação foi maravilhosa. Minha carreira estava iniciando com o pé direito. Tudo uma maravilha. Até que fui reler o texto. Tinha pelo menos dois erros que deixei passar. O jornalista que publico também deixou passar. Mas o cliente, não! Neste caso, não tem jeito. A culpa vai ser sempre sua. Portanto, vale um cuidado especial com a revisão. Leia também sobre os hábitos dos escritores eficazes

Leia o texto em voz alta. Vai te ajudar a encontrar muitos erros, principalmente de concordância e frases mal formuladas.

Você vai encontrar melhor os erros se imprimir o texto. Sempre que possível, faça a revisão com o texto no papel. O olho humano lê na tela de computador mais depressa e com menos cuidado e atenção.

Se não puder imprimir use outra fonte ou tamanho de letra. Têm vezes que não tem jeito. A revisão precisa ser feita na tela do computador. Tente mudar a fonte do texto para uma que facilite a leitura na tela e aumente um pouco mais seu tamanho. Isso pode ajudar a encontrar erros.

Leia com o auxilio de uma régua. Isso centraliza seus olhos na linha que te interessa. Você não corre o risco de pular para a linha de baixo e aumenta sua concentração.

Questione todos os fatos. Nomes, pessoas, endereços, datas, horários, livros, filmes, títulos. Tudo relativo a dados deve ser questionado e verificado para não cometer erros importantes. Por exemplo, um erro que eu cometi foi com o nome de um livro. O nome verdadeiro era “Os 50 + IMPORTANTES livros em sustentabilidade” e eu escrevi “Os 50 MELHORES livros em sustentabilidade”. Parece algo bobo, mas muda completamente o significado.

Comece pelo fim. Geralmente, nos finais dos textos estão os maiores números de erros. E é também um exercício de olhar para o texto por outro ângulo, o que possibilidade enxergar tipos diferentes de problemas.

Cuidado com o óbvio. O que é óbvio para nós, pode não ser para quem lê. E por parecer tão simples, muitas vezes deixamos passar detalhes como nomes, datas, tamanho de texto, fonte. Estamos tão preocupados com o conteúdo que esquecemos de detalhes como a margem ou a cor do título.

Faça uma lista com os seus erros mais comuns. Ela já vai servir de radar para corrigir os seus novos textos. Por exemplo, quando está criando um texto acaba escrevendo muito “vc” ao invés de “você”. Com a lista você já vai direto ao ponto.

Separe um intervalo de tempo maior para revisar o texto. Pode parecer meio óbvio, mas, a maioria de nós dedica pouco tempo para a revisão. Claro que a correria do dia-a-dia, o apertado deadline, nos obriga a usar o intervalo que temos. Mas sempre que possível, separe um tempo maior para revisar. Isso auxilia a detectar erros muito sutis.

10ª Peça a um amigo que revise o texto para você. Você pode ter feito tudo, mas um olhar de fora vai ajudar e pode apontar coisas que passaram despercebidas.

Lembrando que essas são dicas e não regras. E se houver erros neste texto, acontece!

21 de set. de 2011

Tipos de vídeos que todo RP deve conhecer



Os vídeos só servem como materiais de comunicação efetivos se estiverem contidos no planejamento de comunicação. São ferramentas de comunicação que se forem utilizados isoladamente de uma estratégia maior reduzem seus efeitos, ou até mesmo, não atingem os objetivos pretendidos. Se pensarmos em uma estrutura de planejamento de comunicação, os vídeos corporativos serão as ações dentro da estratégia. Ele deve estar inserido em um contexto. Por isso, o profissional de relações públicas competente deve ter consciência para usar adequadamente esse poderoso recurso de comunicação. Para cada tipo de ação existem formatos de vídeos que atendem a necessidades específicas. (Leia o post sobre Barreiras da Comunicação). Listamos abaixo os principais tipos de vídeos presentes em uma corporação que um profissional de RP deve conhecer. Eles não são os únicos, nem a própria nomenclatura é a mesma dependendo da empresa e região. Mas um bom conhecimento das características e dos benefícios de cada formato pode auxiliar o RP na escolha mais adequada e até mesmo a criar novos formatos.

Vídeo Fala do Presidente  
Vídeo onde o presidente dirige a palavra aos públicos da instituição. Seja um boas-vindas aos novos funcionários, um comunicado de mudanças, uma declaração em momentos de crise ou mesmo algum posicionamento para acionistas. O importante é a presença e a fala do principal dirigente. 





Vídeo Conferência

Muito usado para reuniões. Mundo globalizado. Profissionais viajando e trabalhando em várias partes do mundo. Um recurso que está sendo muito usado, e graça a dificuldade de mobilidade urbana tem tendências de maior de crescimento.






Vídeos para TV corporativa 
É um canal exclusivo da empresa. Com conteúdo pensando para entreter, informar e educar os públicos da organização. Uma das características é que o conteúdo não pode ser muito longo. Mesmo porque, os funcionários têm outras atividades durante o trabalho. Deve ter um formato de noticiário. Isso quando não estiver tratando de publicidades dos produtos da empresa. Não pode haver excessos de informação. Deve ser claro, objetivo e atraente. Linguagem apropriada de acordo com o público. Maior tempestividade - informação certa, na hora certa.



Vídeo Treinamento 
É uma forma moderna de passar conteúdos. O próprio nome já é bem explicativo. O objetivo é treinar os funcionários para algum trabalho específico. Por isso, a presença de um especialista neste tipo de vídeo é essencial. Geralmente é um tipo de vídeo que o público assiste na companhia de outros colaboradores e um coordenador. Acompanha também um manual, apostila ou texto.



Vídeo de Integração 
Esse vídeo busca, como o próprio nome já diz, inserir os novos funcionário sobre o que é a empresa. Seus valores, missão, visão, processos, benefícios, os produtos e serviços, os canais.





Vídeo motivacional 
É uma maneira de buscar atingir os públicos internos através de aspectos emocionais.








Vídeo de segurança no trabalho e qualidade de vida 
Objetivo é prevenir acidentes e doenças. É um vídeo que busca diretamente influenciar o comportamento dos funcionários para garantir a segurança individual e coletiva. Dentro deste tipo estão também os vídeos educativos. Buscam informar os funcionários sobre a prevenção de doenças, qualidade de vida etc.





Vídeo mural eletrônico 
Cada vez mais usados graças aos avanços tecnológicos e acesse facilitado aos meios de comunicação. Transmite as principais informações como eventos, prêmios, notícias, oportunidades etc. Tudo o que é possível estar em um mural tradicional. A diferença é que é digital. Geralmente não possui áudio. É um vídeo não só para comunicação interna, mas tem atingido também os públicos externo. É o caso do metro e ônibus, por exemplo.



Vídeo depoimento 
Uma personalidade, seja ela um funcionário da empresa ou o próprio presidente, dando seu depoimento sobre determinado assunto. Muito usado na técnica de Storytelling e nas memórias institucionais.





Vídeo competitividade criatividade 
Vídeo que visa estimular o intra-empreendedorismo, ou seja, incentivar a criação de projetos inovadores dentro da empresa. É uma forma de abrir o espaço para que os colaboradores contribuam com suas ideias.





Comerciais publicitários
Visa divulgar um produto ou serviço para o público externo. Geralmente circula em grandes meios de comunicação. Seu objetivo principal é estimular o consumo.







Vídeos promocionais 
Geralmente divulga uma linha de produtos ou serviços, ou divulga a própria empresa. Mas a ideia é atrair a atenção através de diferenciais como, por exemplo, se determina linha de produto é adquirida o cliente concorre a uma viagem ou ganha um brinde, ou qualquer outro agregado que venha além do produto ou serviço em si.





Vídeo manual 
É um manual de funcionamento do produto, só que é em vídeo. Apresenta como utilizar, conservar e as características de determinado produto.






Catálogo Eletrônico 
Como o catálogo de produtos de papel, só que digital. Mostram os produtos, seu funcionamento, suas características. Tudo de maneira interativa. É uma forma de estimular o consumo através do dinamismo das imagens, recurso que vai além do quem propõem o catálogo convencional.




Digital Signage
Uma técnica que utiliza o vídeo em locais públicos para divulgar, informar ou apenas distrair. Quando usado para promover um produto ele é colocado no próprio ponte de venda. É, por exemplo, um vídeo mostrando como se maquiar no próprio ponto de venda de produtos de maquiagem.




Vídeo Institucional 
Esse, muito mais complexo, visa atingir os mais variados públicos. Não é um produto ou serviço que fica evidenciado, mas sim, a organização como um todo. Quer transmitir os valores da organização

15 de set. de 2011

Barreiras na Comunicação




















Barreiras na comunicação são alguns elementos que podem dificultar a recepção ou a interpretação das mensagens. São os “ruídos” que interferem no processo comunicacional. Muitas vezes, o profissional de comunicação está focado apenas parte dos elementos que compõe o ato de comunicar. Esquece daquele velho jeito de enxergar os elementos presentes nas trocas de informação: emissor, receptor, mensagem e canal. Desde o momento que um emissor cria e emite uma mensagem por um canal até a chegada ao receptor e sua interpretação, diversos fatores podem interferir e prejudicar a eficácia comunicacional.
O comunicador deve ser capaz de reconhecer essas barreiras, compreender sua origem e os elementos que as criam, e procurar soluções a fim de minimizar seus efeitos. Muitos problemas podem ser evitados se um bom diagnóstico for feito. Para melhor entendermos as barreiras da comunicação, vamos classificá-las. Elas podem ser físicas, fisiológicas, semânticas ou psicológicas.

Físicas – São barreiras que estão presentes nos meios de comunicação. Você já tentou se comunicar em um ambiente com muito barulho? Em um show de rock, por exemplo? O meio dificulta o trânsito da mensagem do emissor até o receptor. Ou ainda, quando sua internet está com problemas, seu sistema de rede está dando “pau”. Você manda um email, mas ele demora muito para chegar ao destino, ou pior, nem chega. Barreiras físicas dificultam a transmissão da mensagem o que pode até causar distorção no momento que é recebida. A brincadeira do “telefone sem fio” pode ser outro exemplo.


Fisiológicas – Barreiras fisiológicas são dos próprios indivíduos envolvidos no processo. A malformação dos órgãos envolvidos na transmissão ou recepção das mensagens são os responsáveis pela dificuldade. Isso não quer dizer que a mensagem não vai cumprir o seu papel. O importante é que o comunicador esteja atento para encontrar os meios de comunicação mais adequados nessa situação.

Semânticas – Estas são barreiras de inadequação da linguagem. A preocupação principal neste caso está na elaboração da mensagem por parte do emissor. Ele deve conhecer para quem ele está comunicando. Qual é seu repertório. Um exemplo é um programador de informática conversando uma pessoa que não estudou nada de programação. A comunicação, neste caso, não é eficaz. Usei um exemplo absurdo, mas isso não está distante do dia a dia dos comunicadores das empresas. Muitas vezes o profissional responsável pela comunicação está mais preocupado em colocar algo tangível no mural, ou em lançar uma revista institucional, em números e resultados, e esquece que a comunicação é feita para pessoas. E cada pessoa com sua singularidade. O comunicador que esquece que a comunicação é feita por pessoas para pessoas dificilmente tornará o ato eficaz. É como o Professor Paulo Nassar diz, estará criando obesidade informativa.

Psicológica – Todas as barreiras são muito importantes. Sem o cuidado com todas elas o comunicador pode correr riscos. Mas a barreira psicológica, em minha opinião, é a mais comum e a mais delicada. Elas são causadas pelos valores, crenças, cultura de cada indivíduo. Tanto emissores quanto receptores. São a partir destes elementos que as pessoas criar suas mensagens e as interpretam. Um exemplo, bem exagerado, é um capitalista tentando se argumentar com um socialista. A conversa pode ir desde um bate papo muito interessante e construtivo até uma crise enorme. O comunicador deve ser capaz de detectar o contexto que está inserido. A cultura, os valores, os interesses. E depois dizem que qualquer um pode fazer o trabalho de um comunicador.

Esse texto é inspirado na leitura do livro Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada da Professora Margarida Kunsch.

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